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Carta aberta à melhor equipa do mundo

por gdgbasquetebol, Sábado, 02.12.17

Às doze atletas sub 14 femininas do GDG Basquetebol.
(mais à Rochelle e à Alda... e ainda à Mafalda)

 

Amanhã (domingo, 3 de dezembro) despedimo-nos. Não de vez, porque havemos de nos encontrar muitas vezes, mas em termos desportivos e como equipa.

Como já falámos (e essas conversas ficam connosco no balneário e com os vossos pais) termina a minha carreira de treinador, ao fim de 28 anos. Ninguém mais do que eu lamenta ter de acontecer de forma tão rápida e no início da época e do nosso trabalho. Mas a vida é assim... faz-se de opções, de prioridades; e as questões profissionais falaram, tiveram que falar, mais alto.

Resta-me, nas vésperas do último jogo juntos, deixar publicamente uma nota de respeito... de imenso RESPEITO e de GRATIDÃO.

Ao longo de 28 anos como treinador fora, felizmente, vários os momentos de satisfação e orgulho. Não posso esquecer o primeiro treino no clube que me abriu as portas para o basquetebol: o Esgueira. Não posso esquecer as muitas e muitos atletas com quem trabalhei. Não posso esquecer os momentos especiais que marcaram oito anos de treinador no GDG. E não posso, nem quero, esquecer o que significa "ser GDG"... é, de facto, "ser único".

Foram alguns os atletas que marcaram o meu percurso técnico (não dá para mencionar todos), obviamente que não foram todos (mesmo que mereçam todos o meu respeito) mas foram, felizmente, muitos; foram também algumas as equipas que deixaram uma marca no trabalho (iniciados, por exemplo, 1990, 92 e 94, os juniores 1991 e as juniores de 94 - muitas ainda treinam - do Esgueira; os seniores de 95 e os juniores de 96 do Beira Mar; as iniciadas de 2002, as juniores de 2003, os sub18 B e as seniores de 2015 do GDG).

Mas não posso também, nem quero, nem devo, deixar de referenciar a equipa que muitas saudades me vai deixar... que mais saudades me vai deixar: VOCÊS. Três razões fundamentais: primeiro porque, obviamente, são a última equipa; segundo porque são um grupo de trabalho FANTÁSTICO, como atletas e como pessoas/adolescentes bem crescidas; terceiro porque acredito que vocês TODAS têm capacidade para chegar bem longe no basquetebol, umas com mais ou menos dificuldades, com as potencialidades distintas que as vossas aptidões técnicas, mentais e físicas, vos caracterizam e individualizam; obviamente com muito, muito mesmo, trabalho, prazer, vontade e dedicação.

Basta que ACREDITEM EM VOCÊS mesmas. Não vivam o momento efémero da vitória ou do título. Mesmo que importantes como natural resultado de um percurso competitivo, as vitórias valem o que valem. O importante é a forma como nos entregamos àquilo que mais gostamos de fazer, a forma como trabalhamos para sermos melhores e mais capazes, a dignidade e o respeito que temos pelos outros (adversários, treinadores, árbitros, ...), o que aprendemos com os erros e os maus momentos, e, acima de tudo... a capacidade que encontramos para chegarmos longe, bem longe, no basquetebol. Até onde vocês quiserem, até onde se sentirem capazes e, principalmente, FELIZES.

São muitos os exemplos das conquistas fáceis e voláteis... das euforias do momento, das campionites. Tive-os, infelizmente, no meu percurso. Valem uma taça e uma medalha mas não garantem um futuro, uma continuidade, uma evolução.
Não tendo o direito de comentar, publicamente, as realidades alheias, que sirva de exemplo duas ou três realidades vividas: da geração das iniciadas do GDG, campeãs distritais em 2003/2004, hoje (com 26, 27 e 28 anos) apenas uma continua a jogar (por sinal no clube); depois da vitória das seniores femininas no campeonato nacional I Divisão não foi possível ao clube manter o escalão. Em contrapartida, apesar de não terem competição, pelo gosto que sempre mantiveram pelo jogo e pelo grupo, as juniores que treinei no Esgueira em 1994, mais de metade da equipa (agora master femininos), ainda se reúne regularmente para treinarem. É, por isso, muito mais valioso o percurso, o trabalho a evolução que nos permita chegar bem longe com um enorme prazer em jogar. Acreditem em vocês. Nunca deixem de acreditar em vocês. Não são as derrotas que me preocupam mas ficaria muito triste se um dia soubesse que alguma de vocês desistiu demasiado cedo. A maior taça/medalha é um dia poder chegar a um qualquer pavilhão e ver, numa equipa sénior feminina, todas ou muitas de vocês em jogo. Isso sim... é o maior dos "campeonatos". Assim como sentiria um enorme orgulho que daqui a algum tempo ainda fosse uma importante referência para vocês, como outros foram e são para mim (por exemplo, o Carlos Bio, o Orlando Simões, o Carlos Gouveia, o Mário Gomes).

A partir de amanhã, ficarão, sem qualquer demagogia, mais bem entregues nas mãos do companheiro treinador Daniel Marques e continuarão com o olhar cuidado da Rochelle Roque e da vossa seccionista Alda Vilarinho. Mantenham o espírito de equipa e de grupo (sempre com o espírito de família que os vosso pais souberam, até agora, deixar marcado e vincado) mesmo com tão diferenciados feitios, idades e tempo de prática do basquetebol. Vivam a modalidade com os pés bem assentes na terra, sem quererem mais do que são capazes mas sempre no limite das vossas capacidades. Tenham a certeza que, mais importante que as vitórias, é a conquista de capacidades e aptidões consistentes que vos permitirão chegar longe. E vocês, todas vocês, podem chegar longe.

Acreditem e tenham convosco todos os sonhos do mundo. E conquistem-nos.

Mas não se esqueçam do fundamental: mais importante que tudo isto é o vosso percurso escolar e o vosso futuro profissional. Preferencialmente ao lado do basquetebol.

Para mim foram 28 anos com muitas alegrias, muito ricos e que agora encontram um virar de página, apressado mas natural.
Nesses 28 anos VOCÊS têm, merecidamente, o lugar mais especial de todos.

SEJAM FELIZES... ver-nos-emos muitas vezes por aí (depois de amanhã).

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